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Agora que voltamos ao trabalho, depois das férias (alguns pensarão que já iriam outra vez) é natural sentir alguma nostalgia e cansaço.
NÃO É MITO nem vergonha sentir que o rendimento após algumas semanas de afastamento do trabalho é mais reduzido.
Naturalmente alimentámo-nos de maneira diferente, com tendência a comer menos bem, mas em mais quantidade e com horários diferentes. As horas de sono também não são as mesmas e mesmo com férias por cá, o sentimento de JET LAG é comum, nem que seja porque voltamos a levantar cedo.
Mas o stress só piora tudo pelo que encarar este regresso com alegria é imprescindível para a saúde física e mental. Não se esqueçam que por detrás de grande parte das doenças adquiridas está a vida com stress2, sedentária e mal alimentada.
Uma das queixas no regresso em Setembro, fim do Verão, é a queda de cabelo. Já se fizeram vários estudos e confirma-se que os ciclos do cabelo têm duas fases de maior queda, o Outono e a Primavera, sendo que a queda no Outono é mais acentuada.1
Como não é possível, ainda, aumentar o número de folículos pilosos então convém salvaguardar o que temos.
O ciclo do cabelo passa por 3 fases3:
- A fase anagénica, em que o cabelo cresce e pode durar até 4 anos(3- 6 anos)
- A fase catagénica, de estagnação do crescimento, de 1 a 3 semanas,
- A fase telogénica em que o cabelo vai cair, e pode ir até 3 meses,
Os nossos folículos não estão todos na mesma fase e por isso se não existir uma queda recorrente ou se a queda se situar entre os 60/80 fios diários a situação não é grave.
Temos é uma realidade cada vez mais presente em que as quedas se tornam CRÓNICAS ou que o cabelo vai perdendo as características tornando-se mais fino e por isso com menos cobertura do couro cabeludo.
E porquê???
Porque, para além da genética, temos vidas cada vez mais stressantes, alimentação menos natural com ingestão de processados e pré confecionados e vidas sedentárias.
É muito importante acentuar que DIETAS bruscas ou muito restritivas são altamente debilitantes e refletem-se naturalmente na pele e na qualidade e quantidade de cabelo.
Muitos estudos referem as situações extremas de anorexia e bulimia bem como de obesidade mórbida como comprovativos inequívocos desta realidade.
VALE A PENA ATUAR? É EFICAZ??
Estas perguntas surgem na nossa cabeça pela quantidade de produtos e suplementos que surgem no mercado e em todos os canais de venda.
Em primeiro lugar, cansaço anormal e mantido no tempo ou queda de cabelo abrupta é indicação para consulta com o médico assistente.
Como felizmente não é vulgarmente o caso e depois das férias algum cansaço e apatia podem surgir, a suplementação pode ser a solução. Um suplemento de toma diária com um conjunto de vitaminas e minerais completo são importantes para a retoma de uma atividade normal.
Sempre importante lembrar que Homens e Mulheres são diferentes nas necessidades nutricionais e, portanto, a adequação da suplementação deve ser feita por um profissional. As mulheres têm deficits muito comuns de zinco e ferro (sobretudo na idade fértil) que o homem não tem, só para dar um exemplo.
Mas se a queda de cabelo está a aumentar e sobretudo a incomodar então não espere e atue.3
Se a situação é desagradável, mas não têm caraterísticas de suspeita de doença então recorra a um profissional na sua farmácia para o aconselhar.
Os cabelos que estão na fase de queda (telogénica) vão cair, daí que quando se inicia um tratamento o resultado não seja imediato (e quem defende o contrário não está a ser sério).
Vamos sim aumentar a fase anagénica (fase de crescimento) de modo a manter e recuperar rapidamente os folículos que perderam o seu fio.
No caso das mulheres a recuperação pode ser total, diferentes dos homens, que pela sua característica hormonal, podem necessitar de um tratamento médico para travar o avanço da queda grave.
E fazemos ampolas / loção ou também suplemento oral??
Para tratarmos bem e em todas as vertentes devemos atuar no folículo, com as ampolas/loção e por via interna com o suplemento oral.
As ampolas e loções atuam localmente dando estímulo e nutrientes nas zonas mais afetadas, MAS é preciso repor todas as vitaminas e minerais que levaram à queda.
Mas atenção que os tratamentos têm de ter duração de 3 meses e os resultados só se começam a ver ao fim de um mês, sendo que na queda crónica é preciso avaliar e eventualmente prolongar.
Vamos então preparar o Outono/Inverno com um sorriso nos lábios, aproveitando as bonitas cores Outonais com que a nossa natureza nos premeia.
Um Bem Haja a Todos,
Rute dos Santos
Farmacêutica
1.Kunz M, Seifert B, Trüeb RM. Seasonality of Hair Shedding in Healthy Women Complaining of Hair Loss. Dermatology 2009;219:105-110
2.Peters EMJ, Handjiski B, Kuhlmei A, Hagen E, Bielas H, Braun A, Klapp BF, Paus R, Arck PC. Neuro- genic inflammation in estress-induced termination of murine hair growth is promoted by nerve growth factor. American Journal of Pathology. 2004;165:259-271.
3.Harrison S, Sinclair R. Telogen Effluvium. Clin Exp Dermatol. 2002;27(5):389-395.
Farmaceutica de profissão e de coração, com um interesse muito especial pelo bem estar de quem entra na farmácia, mas que vai para além das doenças.
Por isso o gosto pela dermocosmética, corretiva de patologias da pele ou antienvelhecimento e suplementação na área Antiaging.
Sob a máxima de vida " o envelhecimento não se corrige, previne-se", eleva o bem estar para além de não estar doente mas sim sentir-se de saúde e acima de tudo, bem.
Embaixadora Youshine
Dra. Rute dos Santos